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Maxi comemora o gol da virada, pedindo para ouvir a torcida - foto do perfil oficial do Grêmio no Facebook |
Com os 2 a 1 de virada aplicados sobre o Botafogo, com gols
de Rodriguinho e Maxi Rodrigues, ontem à noite, no Alfredo Jaconi (a Arena está
cedida para a Copa), o Grêmio engatou a terceira vitória consecutiva e alcançou
a vice-liderança do Brasileiro, com os mesmos 13 pontos que o líder Cruzeiro.
Os mineiros vencem no saldo de gols. Em números, o Grêmio está no azul: são quatro
vitórias, um empate e uma derrota em seis jogos, aproveitamento de 72,2%. A matemática
é suficiente para evitar que Enderson Moreira tenha o mesmo destino que
Wanderley Luxemburgo no ano passado: derrotado nas quartas de final da
Libertadores, o time treinado pelo Profexô começou a patinar no Brasileiro. Foi
demitido antes do fim da parada proporcionada pela Copa das Confederações.
A questão é que apesar dos números, o Grêmio ainda não convence
em campo. Contra o Botafogo foi mais um jogo duro de ver e, pior, uma grande
dificuldade para marcar gols. Nessa temporada, em jogos do Brasileiro ou da
Libertadores – ou seja, excetuando o Gauchão – o Tricolor só fez três gols
contra o Nacional de Medelin, na Arena. Foi o mesmo Nacional que cozinhou o Galo
no mesmo Horto em que, na Libertadores do ano passado, o Atlético-MG era imbatível.
O melhor jogo do Grêmio no Brasileirão, por incrível que
pareça, foram os 2 a 1 aplicados sobre o mesmo Galo mineiro, na Arena, com o
time reserva. Foi uma partida de encher os olhos: pressão sobre o adversário e
ataques rápidos, confundindo os marcadores. Poderia ter sido mais.
Depois da eliminação na Libertadores o Grêmio não perdeu –
alias, o Tricolor caiu vencendo o San Lorenzo, perdendo apenas nos pênaltis –,
mas também não jogou uma partida consistente. Logo na sequência do confronto
com o time do Papa foi um empate sem gols contra o Santos, na Vila, num jogo
esquecível, 2 a 1 sobre a Chapecoense fora, jogando apenas pro gasto, 1 a 0
sobre o Fluminense (o mesmo que goleou o São Paulo por 5 a 2 ontem) na Arena,
tomando sufoco mesmo com um jogador a mais, e a vitória de ontem, em que valeu
mais a fragilidade do Botafogo que as virtudes do Grêmio.
O próximo adversário é o São Paulo, que foi goleado ontem,
mas que sempre é um time perigoso, com Pato, Ganso e outros bichos, num horário
pra ninguém assistir, 21 horas de sábado. Depois Sport fora e Palmeiras no
Jaconi e parada para Copa. Desses 9 pontos, importante era ganhar os 9, mas obrigação
é ganhar do Sport, mesmo jogando fora e do Palmeiras (outro time que tem jogado
feio, mas tem feito seus pontos, está com 9), porque o jogo é na Arena. É de se
esperar que depois da folga para a Copa o time ganhe padrão e consistência,
para que a torcida possa sonhar com dias melhores. Ainda assim, conquistar o
Brasileiro neste ano é uma miragem. Mas sempre tem a Copa do Brasil. Mas para
isso, é preciso melhorar o time.
EM TEMPO: com vitórias sobre Fluminense e Botafogo, o Grêmio encaminha o "bi-campeonato" da Taça Guanabara. Só falta o Flamengo, que está com um time mais fraco que o Flu. No ano passado o Grêmio ganhou de todos os cariocas no primeiro turno, "conquistando" a Taça Guanabara e ganhou de três deles e empatou com um - exatamente o Fluminense - no segundo turno, "conquistando" a Taça Rio. Nesse ano, com um carioca a menos, o rebaixado Vasco, ficou menos difícil.